O Exército de Israel confirmou neste sábado, 18 de abril de 2026, que executou ataques contra combatentes do Hezbollah e alvos de infraestrutura no sul do Líbano, apesar do cessar-fogo iniciado na última quinta-feira, 16. Segundo as Forças de Defesa de Israel (FDI), a ação foi motivada por “ameaças imediatas” após integrantes do grupo libanês atravessarem uma nova “linha amarela” — faixa que delimita a área atualmente controlada por militares israelenses na região, a exemplo do que já ocorre na Faixa de Gaza.
Em comunicado divulgado à imprensa, o comando israelense classificou as incursões como legítima defesa e sustentou que a resposta militar “não fere os termos do cessar-fogo”. O documento, citado pela agência EFE, não especifica os horários exatos dos bombardeios.
A trégua de duas semanas, que expira na próxima terça-feira, 21, foi articulada com a participação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O líder norte-americano relatou, em publicação na rede Truth Social, ter conversado tanto com o presidente libanês, Joseph Aoun, quanto com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para selar o acordo.
Israel trava combates no Líbano exclusivamente contra o Hezbollah, organização que passou a lançar foguetes contra o território israelense após o início da ofensiva conjunta de Washington e Tel Aviv contra o Irã. As FDI sustentam que qualquer violação da zona demarcada no sul do Líbano será tratada como ameaça hostil e responderão de imediato.
Até o momento, não há informações oficiais sobre vítimas civis ou militares resultantes dos últimos ataques.
Com informações de Gazeta do Povo