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Após dois dias detido nos EUA, Alexandre Ramagem agradece aliados de Trump e contesta versão da PF

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O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) falou publicamente nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026, pela primeira vez depois de ter passado dois dias em um centro de detenção do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) dos Estados Unidos.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) agradeceu “a mais alta cúpula da administração Trump” e aliados no Brasil pelo apoio durante o episódio. “Venho agradecer ao governo norte-americano da mais alta cúpula da administração Trump”, declarou.

Detenção e divergência sobre cooperação policial

Ramagem foi preso na manhã de segunda-feira, 13 de abril, depois de autoridades norte-americanas apontarem supostas irregularidades em sua documentação migratória. A Polícia Federal brasileira divulgou nota atribuindo a detenção a uma “cooperação policial internacional” com os EUA.

O ex-parlamentar contestou a versão. Chamou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, de “vergonha” e negou qualquer investigação criminal no momento da abordagem. “O procedimento foi estritamente migratório”, afirmou.

Status migratório e pedido de asilo

Segundo Ramagem, ele entrou nos Estados Unidos em setembro de 2025 com visto e passaporte válidos e aguarda análise de um pedido de asilo político. O ex-deputado ressaltou que reside na Flórida em endereço conhecido pelas autoridades e que suas filhas estudam em escola pública local. “Não estou me escondendo”, disse.

Agradecimentos e ataques à PF

No vídeo, Ramagem citou nominalmente o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), os jornalistas Paulo Figueiredo e Allan dos Santos, além do senador Hiran Gonçalves (PP-RR), agradecendo o suporte recebido. Ele ainda desafiou o adido da Polícia Federal em Miami a “falar de frente” com ele e classificou a corporação como “polícia de jagunços” sob comando de Rodrigues, a quem ligou ao ministro do STF Alexandre de Moraes.

Acusações de perseguição política

Condenado no Brasil a 16 anos de prisão por suposta tentativa de golpe de Estado relacionada aos atos de 8 de janeiro de 2023, Ramagem voltou a alegar ser vítima de “lawfare” e perseguição política orquestrada pelo governo Lula e pelo Judiciário. Para ele, a detenção nos EUA serviu para ampliar a denúncia sobre “injustiçados, presos e exilados”.

A reportagem procurou a Polícia Federal para comentar as declarações feitas pelo ex-deputado, mas não houve retorno até o fechamento deste texto; o espaço permanece aberto.

Com informações de Gazeta do Povo