Belo Horizonte – A família de Luiz Phillipi Machado de Morais Mourão, 43 anos, conhecido como “Sicário”, afirma ainda não ter recebido o laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Minas Gerais nem acesso às gravações de segurança da sede da Polícia Federal (PF) onde o preso teria tentado suicídio.
Em nota divulgada nesta segunda-feira (13), o advogado Vicente Salgueiro, que representa os parentes de Mourão, acusa a PF, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o IML de silêncio sobre o caso. Segundo ele, os familiares souberam da morte “exclusivamente pela imprensa”, sem qualquer comunicação oficial.
Suposto suicídio dentro da carceragem
Mourão estava detido em Belo Horizonte no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero. De acordo com a penitenciária, ele foi levado ao Hospital João XXIII em 4 de março de 2026 após uma tentativa de suicídio e morreu dois dias depois, em 6 de março.
O corpo foi velado e sepultado em 8 de março, mas a defesa sustenta que até agora não recebeu o exame que confirma a causa da morte nem teve autorização para ver o inquérito que apura o episódio.
Família contesta rótulo de “assassino profissional”
O ministro André Mendonça, do STF, citou em decisão o apelido “sicário” como indicativo de possível atuação de Mourão como matador de aluguel. A família alega desconhecer qualquer envolvimento dele em crimes violentos e afirma que não havia sinais de comportamento autolesivo.
Os parentes dizem aguardar “elucidação célere e integral” dos fatos e cobram responsabilização por eventuais falhas na custódia, independentemente de a morte ter sido ou não resultado de autoextermínio.
A reportagem procurou Polícia Federal, Polícia Civil de Minas Gerais e STF, que ainda não se manifestaram.
Com informações de Gazeta do Povo