Brasília – O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL) foi preso na manhã desta segunda-feira (13) por agentes do Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE) dos Estados Unidos, em Orlando, Flórida. A detenção foi confirmada pela Polícia Federal brasileira, que registrou o ocorrido em seus sistemas.
Segundo o jornalista Paulo Figueiredo, que presta assistência ao ex-parlamentar por meio da empresa de consultoria migratória Immigrex, a abordagem começou após uma infração de trânsito. Durante a verificação, os agentes do ICE constataram que o passaporte diplomático de Ramagem estava cancelado desde dezembro de 2025, quando a Câmara dos Deputados anulou o documento após a cassação de seu mandato.
Com a irregularidade do passaporte, Ramagem tornou-se passível de deportação. Figueiredo, no entanto, afirmou não ver risco imediato de remoção do ex-deputado para o Brasil.
Condenação no STF e status de foragido
Diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) entre 2019 e 2022, Ramagem foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por suposto envolvimento em plano de golpe de Estado. Antes de o processo transitar em julgado, ele deixou o país pela fronteira entre Roraima e a Guiana.
Desde setembro de 2025, o político é considerado foragido da Justiça brasileira, com o nome incluído na lista de procurados da Interpol e alvo de pedido formal de extradição.
Repercussão política
Também radicado nos Estados Unidos, o jornalista Allan dos Santos usou as redes sociais para pedir orações por Ramagem e declarou que “nenhum perseguido por Moraes ficará desamparado”, em referência ao ministro Alexandre de Moraes, relator de processos ligados aos atos de 8 de janeiro.
O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), disse ter tomado conhecimento da prisão pela imprensa e afirmou acompanhar o caso “com máxima atenção”, por considerar que ele “extrapola uma situação individual e toca diretamente no respeito às garantias” de um parlamentar eleito.
Até o momento, não há informação oficial sobre audiência migratória ou data para eventual decisão das autoridades norte-americanas.
Com informações de Gazeta do Povo