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Trump ordena destruir barcos iranianos que se aproximarem de bloqueio dos EUA em Ormuz

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Washington (13.abr.2026) – O bloqueio naval dos Estados Unidos ao Estreito de Ormuz entrou em vigor nesta segunda-feira (13), informou a emissora CNBC. Pouco antes, o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou afundar quaisquer navios de ataque rápido do Irã que tentem se aproximar da área controlada pela Marinha norte-americana.

“Se algum desses barcos chegar perto do nosso bloqueio, será imediatamente eliminado, usando o mesmo sistema empregado contra traficantes de drogas”, escreveu Trump na rede Truth Social. O presidente afirmou ainda que 158 embarcações da Marinha iraniana já teriam sido destruídas e que apenas um “pequeno número” de lanchas rápidas permanece operacional.

O Estreito de Ormuz é rota estratégica por onde transitavam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo antes do conflito iniciado em 28 de fevereiro entre Irã, Estados Unidos e Israel.

Ceasefire contestado

Na semana passada, Washington e Teerã concordaram com um cessar-fogo de duas semanas. Teerã, porém, restabeleceu o bloqueio ao estreito após alegar que Israel violou a trégua ao bombardear posições do Hezbollah no Líbano – aliado iraniano. Estados Unidos e Israel sustentam que o acordo não incluía o território libanês.

Medidas anunciadas pelos EUA

Após conversas no Paquistão terminarem sem consenso, Trump determinou:

  • bloqueio total à entrada e saída de navios pelo Estreito de Ormuz;
  • interceptação de embarcações que tenham pago pedágio ao Irã para cruzar a passagem;
  • impedimento de tráfego marítimo de e para portos iranianos a partir desta segunda-feira.

Em nota, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) declarou que suas forças “não impedirão a liberdade de navegação” de navios que se dirijam a portos que não sejam iranianos.

A escalada eleva a tensão em uma das principais rotas energéticas do planeta e pressiona os mercados de petróleo, que já reagiram com alta nas cotações após os anúncios de Washington.

Com informações de Gazeta do Povo