Brasília, 10 de abril de 2026 – O senador Magno Malta (PL-ES) voltou a defender anistia “total, ampla e irrestrita” para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Em artigo publicado nesta sexta-feira (10), o parlamentar classificou as penas aplicadas como “desproporcionais” e afirmou que a derrubada do veto presidencial à regra de dosimetria, marcada para 30 de abril, pode representar “um raro gesto de humanidade”.
O veto em questão, segundo o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), será analisado em sessão conjunta de deputados e senadores no fim do mês. O dispositivo tratava de parâmetros para reduzir punições impostas aos réus dos ataques às sedes dos Três Poderes.
Para Malta, aceitar a anistia significaria admitir “excessos” cometidos durante o processo judicial e desmontar, nas palavras dele, “uma narrativa cuidadosamente construída” por setores do governo Lula e por integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).
O senador ainda apontou que outros episódios, como denúncias envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o filho do presidente Fábio Luís Lula da Silva, o irmão Frei Chico e o chamado “caso Banco Master”, não têm recebido, segundo ele, o mesmo nível de investigação.
Malta também criticou a possibilidade de o advogado da União Jorge Messias – conhecido como “Bessias” desde o governo Dilma Rousseff – ser indicado ao STF. “Estamos diante de um candidato a magistrado ou de mais um operador político sendo reposicionado no tabuleiro?”, questionou.
O parlamentar encerrou o texto afirmando que, enquanto o Congresso não adotar medidas mais amplas, a revisão das penas já aprovadas pode aliviar “o sofrimento de quem está pagando sozinho por uma conta que não contraiu”.
Com informações de Pleno.News