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Starmer diz estar “farto” de Trump e Putin por impacto nos preços de energia britânicos

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Londres, 10 de abril de 2026 – O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, declarou estar “farto” das ações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do líder russo, Vladimir Putin, que, segundo ele, provocam oscilações nas contas de energia de famílias e empresas britânicas.

Em entrevista à emissora ITV nesta sexta-feira (10), o chefe de governo trabalhista afirmou que “famílias em todo o país veem suas contas subirem e descerem por causa do que Putin ou Trump fazem ao redor do mundo”.

Guerra no Irã afeta bolsos britânicos

Starmer disse que os cidadãos do Reino Unido “pagarão pela guerra no Irã”, conflito que atravessa um cessar-fogo de duas semanas enquanto se negociam termos de paz definitivos. Cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do planeta passam pelo Estreito de Ormuz, cuja reabertura completa foi exigência de Washington para a trégua.

Teerã voltou a restringir o tráfego pelo estreito em 8 de abril, alegando que ataques israelenses ao Líbano violaram o cessar-fogo. Estados Unidos e Israel sustentam que o acordo com o Irã não inclui as operações em território libanês.

“Nossa posição é que ‘aberto’ signifique navegação segura, sem pedágio e com livre passagem dos navios”, declarou o premiê britânico.

Críticas a Israel e impasse diplomático

Questionado sobre a acusação iraniana de quebra da trégua, Starmer afirmou ser “difícil dizer” se houve violação sem acesso a todos os detalhes do acordo, mas defendeu o fim da ofensiva israelense no Líbano. “Eles estão errados. Isso não deveria estar acontecendo. Precisa parar”, disse.

Ataques de Trump à Otan e ao Reino Unido

Starmer também reagiu às recentes críticas de Donald Trump, que acusou aliados europeus da Otan de não atuarem pela reabertura de Ormuz e, na semana passada, ironizou o Reino Unido, afirmando que o país “nem sequer tem Marinha”.

O governo britânico não comentou diretamente a provocação, mas Starmer frisou que a instabilidade gerada pelas ações de Washington e Moscou recai sobre os consumidores do Reino Unido, pressionando as contas de energia.

Não há, por enquanto, previsão de encontros formais entre Londres, Washington ou Moscou para tratar do tema.

Com informações de Gazeta do Povo