O empresário Pablo Marçal (União Brasil) declarou, em entrevista ao colunista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles, que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria hoje desempenho eleitoral superior ao do ex-presidente Jair Bolsonaro em uma eventual disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026.
Segundo Marçal, Flávio “vence Lula” e só deixaria de conquistar o Planalto se “fizer uma grande besteira” durante a campanha. A avaliação contrasta com declaração anterior do próprio empresário, que em maio afirmara que Jair Bolsonaro perderia para Lula em confronto direto.
Base em pesquisas e cenário atual
Marçal disse fundamentar sua análise em levantamentos eleitorais recentes e na leitura do ambiente político. De acordo com ele, Lula já oscilou em torno de 40% das intenções de voto, índice que variaria conforme o adversário apresentado pelos institutos.
Para o empresário, o desempenho do petista depende do “contexto da eleição” e da figura oposta na disputa. “O brasileiro não entra no detalhe, ele não quer saber nem pelo que foi condenado”, afirmou, referindo-se à percepção do eleitorado sobre processos judiciais que envolvem candidatos.
Possível articulação para tornar Bolsonaro elegível
Marçal também disse enxergar um movimento político “indireto” que poderia restabelecer a elegibilidade de Jair Bolsonaro. Ele sugeriu que Lula teria interesse em “soltar o Bolsonaro, tirar domiciliar dele” para manter a polarização que definiu as últimas eleições.
Na visão do empresário, a volta do ex-presidente ao páreo não significaria necessariamente vantagem ao campo bolsonarista. Ele citou desgaste político e pendências judiciais como fatores que pesariam negativamente.
Papel da polarização
Ao comentar o ambiente eleitoral, Marçal descreveu uma relação de interdependência entre Lula e Bolsonaro. “O Lula só se sustenta com o seu algoz”, disse, ao apontar que ambos se beneficiam da alta polarização. Ele acrescentou que pequenas variações de votos em estados decisivos podem definir o resultado final.
Para Marçal, neste contexto, Flávio Bolsonaro surgiria como adversário mais competitivo diante de Lula, capitalizando a imagem do bolsonarismo sem carregar integralmente o passivo político e jurídico do pai.
Com informações de Direita Online