Brasília — 03 de abril de 2026. O prazo legal para que ocupantes de cargos executivos deixem suas funções e concorram nas eleições de 2026 se encerra neste fim de semana. Até o momento, oito governadores que chegaram a ser cogitados para a corrida eleitoral decidiram não se afastar, optando por concluir seus mandatos nos respectivos estados.
Quem são os governadores que permanecerão
Confirmaram a permanência até 31 de dezembro de 2026:
- Paulo Dantas (MDB), Alagoas
- Ratinho Júnior (PSD), Paraná
- Eduardo Leite (PSD), Rio Grande do Sul
- Fátima Bezerra (PT), Rio Grande do Norte
- Carlos Brandão (sem partido), Maranhão
- Wilson Lima (União), Amazonas
- Coronel Marcos Rocha (PSD), Rondônia
- Wanderlei Barbosa (Republicanos), Tocantins
Motivos para o recuo
Segundo interlocutores, a avaliação de risco eleitoral, a dificuldade para costurar alianças competitivas e o desejo de preservar capital político para projetos futuros pesaram na decisão. Em alguns casos, problemas internos de gestão — como no Paraná, comandado por Ratinho Júnior — reforçaram a conveniência de permanecer no cargo para consolidar resultados administrativos.
Cenário político cauteloso
A retirada coletiva reflete um ambiente de incerteza, com lideranças regionais evitando movimentos precipitados diante de uma eleição que deve repetir a polarização dos últimos pleitos. A indefinição sobre candidaturas à Presidência e a reorganização partidária nos estados também incentivaram essa estratégia de espera.
Influência sobre palanques estaduais
Ao permanecerem à frente dos governos, os oito mandatários seguem com a máquina administrativa e mantêm força para negociar coalizões locais e nacionais. Essa posição pode ser decisiva na formação de palanques, na busca por apoio no Congresso e na distribuição de recursos durante a campanha.
Presidenciáveis já confirmados
No plano nacional, algumas pré-candidaturas estão consolidadas: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentará a reeleição, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) foi escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para representar a direita. Também se apresentam Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC).
A definição dos governadores deve reorganizar alianças estaduais e influenciar diretamente o equilíbrio de forças na disputa presidencial.
Com informações de Gazeta do Povo