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Investigações ligam Banco Master a decisões de governos petistas na Bahia

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Brasília – Inquéritos da Polícia Federal e apurações no Congresso indicam que a expansão do Banco Master teve origem em medidas adotadas por administrações do PT na Bahia, entre 2007 e 2022. A oposição utiliza o caso para pressionar o governo federal às vésperas da disputa presidencial de 2026.

Como surgiu a conexão baiana

O ponto de partida foi o CredCesta, cartão criado em 2007 para funcionários públicos baianos realizarem compras em supermercados estatais. Durante o mandato do então governador Rui Costa (atual ministro da Casa Civil), o programa foi privatizado e transformado em cartão de crédito consignado, operado em parceria exclusiva com o Banco Master. Investigadores analisam decretos estaduais que restringiram a troca de instituição financeira por parte dos servidores, medida que teria beneficiado o banco de forma irregular.

Foco sobre Jaques Wagner

Outra frente apura repasses de R$ 11 milhões do Banco Master à BK Financeira, empresa de Salvador responsável por captar novos convênios de empréstimo. Uma das sócias é nora do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. Aliados do parlamentar também teriam sugerido nomes de ex-ministros petistas para consultorias contratadas pela instituição. A assessoria de Wagner nega qualquer interferência ou favorecimento.

Por que o CredCesta é central

O CredCesta deduz as parcelas diretamente na folha de pagamento dos servidores, modelo criticado por juros elevados e por operar em regime de quase monopólio garantido por normas estaduais. Autoridades investigam se a mesma estrutura foi usada para descontos associativos suspeitos em benefícios do INSS.

Posicionamento do Planalto

O presidente Lula repudia envolvimento pessoal nas irregularidades e afirma que eventuais falhas deveriam ter sido detectadas pelo Banco Central na gestão anterior, indicada por Jair Bolsonaro. Em declarações recentes, Lula disse que “o ovo da serpente” foi chocado no governo passado e defendeu investigação rigorosa de todos os suspeitos.

Próximos passos no Congresso

Parlamentares da oposição articulam a instalação de uma CPI específica para o caso Master. A iniciativa depende dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Enquanto isso, a CPMI do INSS já incorporou documentos sobre empresários baianos relacionados ao banco. A expectativa é de que o tema ganhe destaque nos debates eleitorais de 2026.

As investigações seguem em curso e não há prazo definido para a conclusão dos relatórios parlamentares nem dos inquéritos da Polícia Federal.

Com informações de Gazeta do Povo