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Conexão baiana no caso Banco Master vira arma da oposição contra Lula

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Brasília — 28/03/2026 | Investigações da Polícia Federal (PF) e da CPMI do INSS apontam que gestões do PT na Bahia serviram de base política e operacional para o escândalo do Banco Master, liquidado pelo Banco Central. A oposição usa o vínculo para pressionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na campanha eleitoral de 2026.

PF e CPMI rastreiam expansão do Banco Master

Quebras de sigilos bancário, fiscal e telefônico do controlador do Master, Daniel Vorcaro, indicam que a plataforma de crédito consignado CredCesta nasceu no ambiente estatal baiano e cresceu com apoio de aliados próximos ao Planalto.

CPI no horizonte do Congresso

O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) defende a instalação imediata de uma CPI dedicada ao caso. Segundo o parlamentar, há ramificações “empresariais, políticas e familiares” que justificam investigação mais ampla.

Nora de Jaques Wagner e contrato de R$ 11 milhões

A empresa BK Financeira, aberta em Salvador em 2021 com capital social de R$ 45 mil, tem entre as sócias a nora do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. Documentos indicam que a companhia recebeu R$ 11 milhões do Master para prospectar operações de consignado. Em nota, Wagner negou qualquer intermediação e disse confiar na atuação da Justiça.

Ex-ministros contratados

Indicado por Wagner, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega prestou consultoria ao banco por salário milionário. Já o ex-titular da Justiça Ricardo Lewandowski também foi contratado por Vorcaro. O banqueiro manteve quatro reuniões reservadas no Palácio do Planalto, em ao menos uma delas com o próprio presidente.

CredCesta: de vale-mercado a cartão consignado

Criado em 2007 para compras na rede estadual Cesta do Povo, o cartão ganhou alcance nacional após a privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal) em 2018, durante o governo Rui Costa (PT). O produto passou a funcionar como cartão de crédito consignado com bandeira internacional, ligado ao Master e ao Banco Pleno.

Decreto ampliou exclusividade do Master

Em 2022, Rui Costa assinou decreto que restringiu a portabilidade dos consignados dos servidores baianos, fortalecendo a atuação do Master. O Ministério Público estadual contestou a medida na Justiça, alegando concentração de mercado.

Augusto Lima, o elo empresarial

O empresário baiano Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro e apontado como responsável por estruturar o CredCesta, está sob monitoramento eletrônico e teve bens bloqueados. Ele também controla o Banco Pleno, liquidado extrajudicialmente pelo BC em fevereiro de 2026.

Disputa política sobre a CPI do Master

Para o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), o escândalo extrapola questões bancárias e atinge um “sistema de múltiplos desvios”. Já o governo argumenta que irregularidades deveriam ter sido detectadas na gestão anterior do BC, comandada por Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro.

A definição sobre a CPI dependerá dos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP). Analistas preveem que o tema seguirá tensionando a relação entre Planalto e oposição às vésperas das eleições de 2026.

Com informações de Gazeta do Povo