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STF arquiva apuração contra governador Renato Casagrande por ausência de indícios

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Brasília – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou em 28 de março de 2026 o arquivamento da investigação que citava o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), em um suposto esquema de corrupção.

A decisão foi tomada após a Polícia Federal não apresentar elementos mínimos que justificassem a continuidade do inquérito. Moraes afirmou que “não há justa causa” para manter o procedimento, pois não foram identificadas provas de que Casagrande tenha agido com intenção ilícita.

Origem da citação

O nome do governador apareceu em mensagens encontradas no celular do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). O magistrado foi preso na Operação Unha e Carne, que apura suspeitas de tráfico de influência, venda de decisões judiciais e vazamento de informações sigilosas.

Nos diálogos, Casagrande pede “rapidez, atenção e carinho” na análise de um processo que poderia viabilizar a candidatura de André Sampaio à prefeitura de Montanha (ES), após a declaração de inelegibilidade do político. Em outra mensagem, o desembargador solicita a cessão de um assessor para seu gabinete, pedido atendido pelo governo capixaba.

Parecer da Polícia Federal

Para a PF, as conversas sugeriam possível troca de favores, hipótese que poderia configurar advocacia administrativa. Ainda assim, Moraes considerou que o material reunido não possui relevância penal para justificar a abertura de inquérito contra o governador.

Desmembramento do caso

Com o arquivamento relativo a Casagrande, os autos que tratam apenas do desembargador Macário Ramos Júdice Neto foram enviados ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), foro competente para julgar magistrados.

Posicionamento do governador

Em nota, Renato Casagrande disse receber a decisão “com naturalidade” e reafirmou que os contatos mantidos foram “estritamente institucionais e republicanos”. Segundo ele, o despacho do STF confirma a legalidade de sua atuação.

A Operação Unha e Carne também investiga o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o “TH Joias”, suspeito de ligações com a facção criminosa Comando Vermelho, além de outras autoridades, incluindo o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar (União).

Com informações de Gazeta do Povo