Brasília, 26 de março de 2026 – A influenciadora Martha Graeff, ex-noiva do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, não atendeu às convocações para depor nas CPIs do INSS e do Crime Organizado e pode ser levada coercitivamente, segundo o presidente do colegiado que investiga o crime organizado, senador Fabiano Contarato (PT-ES).
Falhas de comunicação e tentativa de localização
Contarato afirmou que a comissão esgotou todos os meios para localizar a empresária: e-mails, ligações, correspondências, telegramas e contato com o escritório de advocacia que a representa no Brasil. Não houve retorno. Parlamentares suspeitam que Graeff esteja nos Estados Unidos, mas não há confirmação oficial.
Advogado não responde e CPI marcará nova reunião
A reportagem tentou ouvir o advogado da influenciadora sobre a possibilidade de condução coercitiva, sem sucesso. A medida será debatida na próxima reunião da CPI do Crime Organizado, ainda sem data definida.
Silêncio nas redes sociais contrasta com aumento de seguidores
Conhecida pela forte presença digital, Martha Graeff interrompeu suas publicações no Instagram após o vazamento de mensagens privadas com Vorcaro, no início de março. Desde então, o perfil permanece inativo, mesmo com o número de seguidores saltando de cerca de 600 mil para 712 mil.
Ajustes de imagem
Graeff retirou do perfil referências à própria marca de bem-estar, a Happy Aging. Apesar disso, o perfil comercial da empresa segue ativo, indicando que o negócio continua operando.
Importância do depoimento
Autores dos requerimentos de convocação, os senadores Marcos do Val (Podemos-ES) e Alessandro Vieira (MDB-SE) consideram o testemunho de Graeff essencial para esclarecer possíveis movimentações financeiras ligadas ao Banco Master. Mensagens vazadas mostraram que a influenciadora recebeu detalhes, em tempo real, sobre reunião no Palácio do Planalto que envolveu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o economista Gabriel Galípolo, indicado ao Banco Central.
Os parlamentares defendem que ela detalhe a proximidade com Vorcaro e explique eventuais informações privilegiadas que possa ter obtido durante o relacionamento com o ex-banqueiro.
Sem localização confirmada e com a ausência reiterada, a CPI avaliará se recorrerá à condução coercitiva para garantir o depoimento da influenciadora.
Com informações de Gazeta do Povo