Filadélfia (EUA) – Kermit Gosnell, clínico geral condenado à prisão perpétua por assassinar bebês que sobreviveram a procedimentos abortivos malsucedidos, morreu em um presídio norte-americano nesta terça-feira (25). Ele tinha 85 anos e não tinha direito a liberdade condicional.
Gosnell dirigia uma clínica de aborto que realizava interrupções de gravidez em estágios avançados, prática proibida pela legislação dos Estados Unidos. As investigações começaram quando o Ministério Público da Filadélfia descobriu um esquema de venda ilegal de receitas de opioides. Ex-funcionários denunciaram, em seguida, tortura e homicídios ocorridos dentro da clínica.
Ao entrarem no estabelecimento, autoridades se depararam com equipamentos sujos e ensanguentados, uso de pessoal sem treinamento para administrar medicamentos que induziam o parto e falsificação de exames de ultrassom para esconder o real tempo de gestação das pacientes.
O médico também foi considerado culpado por homicídio culposo pela morte de uma paciente que recebeu dose letal de anestesia aplicada por funcionários sem licença.
Em juízo, promotores descreveram o local como “casa de horrores”. Segundo o processo, Gosnell injetava substâncias para interromper os batimentos cardíacos dos fetos após 24 semanas de gestação; quando a droga falhava, utilizava tesouras cirúrgicas para decapitá-los e armazenava os corpos em recipientes dentro da própria clínica. O júri concluiu que ele matou bebês vivos, viáveis, que se mexiam, respiravam e choravam.
O caso ganhou ampla repercussão nos Estados Unidos e continua sendo citado por movimentos contrários ao aborto.
Com informações de Gazeta do Povo