Teerã – O governo iraniano recusou nesta quarta-feira, 25 de março de 2026, a oferta de cessar-fogo apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e apresentou uma contraproposta com cinco condições para pôr fim ao conflito com Washington e Israel.
Em pronunciamento veiculado pela emissora estatal Press TV, um alto funcionário iraniano, que não teve o nome divulgado, afirmou que “o Irã encerrará a guerra quando decidir e quando suas próprias condições forem atendidas”.
Contraproposta iraniana
Segundo a Press TV, os cinco pontos estabelecidos por Teerã são:
• Suspensão dos assassinatos de integrantes do regime;
• Garantias de que o país não será novamente alvo de ofensivas;
• Pagamento de reparações pelos danos do conflito;
• Fim imediato das hostilidades;
• Reconhecimento pleno da soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz.
Detalhes do plano norte-americano
Dois funcionários do governo do Paquistão informaram à agência Associated Press que o Irã recebeu formalmente a proposta de Trump. Apesar de Washington não ter confirmado o envio do documento, os paquistaneses, que pediram anonimato, revelaram parte do conteúdo:
• Alívio das sanções econômicas impostas pelos EUA;
• Cooperação nuclear civil entre os dois países;
• Redução do programa nuclear iraniano, com inspeção da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA);
• Limites ao desenvolvimento de mísseis de Teerã;
• Reabertura total do Estreito de Ormuz à navegação internacional.
Um representante do governo do Egito acrescentou que Washington também exige o fim do envio de armas do Irã a grupos aliados como Hamas e Hezbollah.
Importância do Estreito de Ormuz
Responsável pela passagem de aproximadamente 20% do petróleo e do gás natural liquefeito exportados globalmente, o Estreito de Ormuz está quase totalmente bloqueado desde o início do conflito. A região tornou-se ponto central das negociações devido ao impacto econômico gerado pela interrupção do tráfego marítimo.
Até o momento, nem Teerã nem Washington sinalizaram disposição para ajustar suas posições. As tratativas prosseguem em meio à mediação de países como Paquistão e Egito.
Com informações de Gazeta do Povo