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Congresso Judaico Mundial aconselha judeus e israelenses a evitarem viagens à Espanha

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Madri, 24 mar. 2026 — O vice-presidente do Congresso Judaico Mundial (WJC), o austríaco Ariel Muzicant, recomendou que judeus e cidadãos israelenses não visitem a Espanha, alegando um “clima de antissemitismo sem precedentes desde a Inquisição”.

Em comunicado divulgado nesta terça-feira (24), Muzicant acusou o governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez de fomentar um ambiente “antissemita e anti-israelense insuportável” após o ataque do Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023, e o início do conflito em Gaza.

Segundo o dirigente, “os poucos judeus que ainda vivem na Espanha o fazem com extremo medo de ataques terroristas”. Ele apontou declarações recentes de autoridades espanholas como prova do aumento da hostilidade. Na segunda-feira (23), o ministro dos Transportes, Óscar Puente, declarou que “o perigo para a Europa não são os mísseis iranianos, mas Israel”.

Muzicant também criticou a intenção de Sánchez de legalizar a permanência de centenas de milhares de imigrantes irregulares, “em sua maioria muçulmanos”, medida que, na visão do WJC, agravaria o clima de insegurança para a comunidade judaica.

Fundado na Suíça, o Congresso Judaico Mundial representa comunidades judaicas em mais de 100 países e atua no combate ao antissemitismo, na educação sobre o Holocausto e no apoio a Israel.

Sánchez, líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), tem se destacado entre os governantes ocidentais mais críticos de Israel. Ele já descreveu a ofensiva israelense em Gaza como “genocídio”, reconheceu oficialmente o Estado palestino e aderiu ao processo movido pela África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ).

Com informações de Gazeta do Povo