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Eduardo Bolsonaro propõe lei mais rígida para ONGs estrangeiras em encontro da direita na Hungria

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Budapeste (Hungria) – O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) defendeu a criação de normas mais duras para organizações não governamentais que recebem recursos do exterior e atuam no Brasil. A declaração foi feita no sábado (21) durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), evento que reuniu lideranças da direita internacional na capital húngara.

Segundo Eduardo, o objetivo é “garantir governabilidade” caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vença a eleição presidencial de 2026. “Quando formos eleitos, precisamos assegurar que poderemos usar o poder de fato. Isso exige uma nova lei sobre ONGs, porque dinheiro vindo dos Estados Unidos ou de qualquer outro país para financiar agências de checagem que depois justificam a censura ameaça nossa soberania”, afirmou.

Redes sociais e elogios a Trump

O ex-parlamentar avaliou que as plataformas digitais serão decisivas na próxima disputa ao Planalto e elogiou o ex-presidente norte-americano Donald Trump por, segundo ele, “garantir que empresas americanas – principais redes usadas no Brasil – mantenham a liberdade de expressão durante nossas eleições”.

Flávio candidato após prisão de Bolsonaro

Eduardo ressaltou que Flávio disputa a Presidência “apenas porque Jair Bolsonaro foi preso”, sustentando que, se o ex-chefe do Executivo estivesse em liberdade, “venceria a eleição com ampla vantagem”. Disse ainda que o senador lidera as pesquisas de intenção de voto.

Ele também afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva “já cumpriu seu papel” e acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) de interferir no pleito de 2022 por meio de “muita censura”.

Críticas ao STF e situação de saúde de Bolsonaro

Questionado sobre o pai, Eduardo relatou que Jair Bolsonaro enfrentou um quadro de broncopneumonia bacteriana e “quase morreu recentemente”. Atualmente morando nos Estados Unidos, o ex-deputado disse que ministros do STF, especialmente Alexandre de Moraes, “buscam vingança” e que já haveria requisitos para concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente. “Esse sistema de Justiça insano ainda tenta matá-lo mantendo-o na prisão”, declarou.

Para Eduardo, casos semelhantes podem repetir-se em outros países se candidatos conservadores forem derrotados. “Foi o que tentaram fazer com Donald Trump nos Estados Unidos. Essa é, literalmente, a verdadeira face do mal”, concluiu.

Com informações de Gazeta do Povo