Brasília — O ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (19) que encontrou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), “apagado” em uma cadeira do Hospital DF Star, na capital federal. Internado numa unidade semi-intensiva para tratar uma broncopneumonia bacteriana, o ex-mandatário, condenado a 27 anos e três meses de prisão, recebe fortes medicações intravenosas.
Segundo Carlos, ao entrar no quarto percebeu o pai com a cabeça baixa e soluçando enquanto dormia. “Explicaram que, por causa das medicações fortes, sua sensibilidade está ainda mais elevada. Ele usa, inclusive, uma pulseira com a indicação: ‘Risco de queda’”, escreveu nas redes sociais.
Boletim aponta evolução clínica
Boletim médico divulgado no mesmo dia informa “boa evolução clínica e laboratorial nas últimas 24 horas”. Bolsonaro continua com antibióticos na veia, os quais já afetaram o funcionamento dos rins. A equipe regula a dosagem para combater a infecção sem provocar danos maiores.
Carlos relatou ainda que o ex-presidente permanece com a voz fraca, sonolento e queixando-se de dificuldade para respirar, situação atribuída à terceira pneumonia desde sua prisão. “Presenciei a coleta de mais de cinco ampolas de sangue para exames”, acrescentou.
Sem previsão de alta e novo pedido ao STF
O ex-chefe do Executivo completa 71 anos neste sábado (21), mas não há estimativa de saída do hospital. A defesa protocolou novo pedido de prisão domiciliar humanitária ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Antes de decidir, o magistrado determinou a realização de outra perícia médica.
Com informações de Gazeta do Povo