O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF), na quarta-feira (18), um pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O requerimento reúne a assinatura de 175 parlamentares.
Gayer alegou que o estado de saúde de Bolsonaro é delicado. “Estamos falando de um homem que pode morrer se essa situação continuar. Isso não é Justiça, é tortura institucionalizada”, afirmou o parlamentar.
Quadro clínico
Internado no hospital DF Star, em Brasília, Bolsonaro trata uma broncopneumonia bacteriana. Ele chegou a ocupar leito de UTI e recebe medicação intravenosa. Os médicos monitoram a função renal devido ao risco de sobrecarga provocado pelos antibióticos.
Segundo o último boletim, o ex-mandatário apresenta “boa evolução clínica, com melhora parcial dos aspectos tomográficos e melhora importante dos marcadores inflamatórios”. Ainda não há previsão de alta. O ex-presidente, que completa 71 anos no sábado (21), permanece em Unidade Semi-intensiva e faz fisioterapia respiratória e motora.
Revisão de decisão
A defesa também solicitou ao ministro Alexandre de Moraes que reavalie decisão baseada em laudo da Polícia Federal (PF), emitido antes do agravamento do quadro de saúde. No documento, a PF afirma que o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal reúne condições para receber o ex-presidente.
O pedido dos advogados chegou ao gabinete de Moraes na terça-feira (17) e ainda aguarda análise. Na petição, os defensores destacam que “a inexistência de monitoramento clínico contínuo, presença permanente de equipe de saúde e acesso instantâneo a recursos hospitalares torna esse tipo de intercorrência potencialmente fatal quando ocorrida fora de ambiente assistencial adequado”.
Com informações de Gazeta do Povo