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PF aponta que CPMI do INSS recolocou dados sigilosos no Senado após proibição do STF

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Brasília — A Polícia Federal informou ter detectado a volta de documentos sigilosos aos servidores do Senado Federal mesmo depois de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça proibir o acesso a esse material pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

Em nota divulgada na noite de terça-feira (18/3), a corporação afirmou que, durante a perícia iniciada na véspera (17/3) na sala-cofre do Senado, descobriu-se que arquivos contendo fotos e vídeos pessoais de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, haviam sido novamente carregados na nuvem legislativa. O material já havia sido retirado por ordem judicial.

Mendonça determinara na segunda-feira (16/3) que a comissão não acessasse mais dados ou pertences de Vorcaro e ordenara à PF a remoção de qualquer conteúdo ligado à vida privada do empresário. A decisão foi motivada pelo vazamento de informações pessoais, cuja autoria é alvo de investigação no STF.

Solicitação à Apple motivou novo upload, diz PF

De acordo com a Polícia Federal, a reintrodução ocorreu após a Presidência da CPMI solicitar diretamente à Apple o restabelecimento dos arquivos, o que resultou em novo fluxo de download fora da cadeia de custódia supervisionada pela Justiça. O episódio já foi comunicado ao ministro relator.

Até o momento, nenhum integrante da comissão comentou o caso. A reportagem procurou o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), mas não obteve resposta.

Acusações contra Vorcaro

Daniel Vorcaro é investigado por supostamente emitir títulos de crédito fraudulentos em um esquema que teria movimentado entre R$ 12 bilhões e R$ 50 bilhões. As apurações também indicam a existência de uma milícia particular dedicada a vigiar e intimidar opositores. Em meio às investigações, o auxiliar do banqueiro, Luiz Phillipi Mourão, apelidado de “Sicário”, cometeu suicídio na prisão.

A PF prossegue na análise dos equipamentos e no rastreamento de eventuais novas tentativas de inserir dados não autorizados no sistema do Senado.

Com informações de Gazeta do Povo