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Caminhoneiros se reúnem em Santos nesta quarta-feira para decidir possível greve nacional

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São Paulo – Entidades que representam caminhoneiros de todo o país voltam a se encontrar às 15h desta quarta-feira (18) em Santos (SP) para deliberar sobre a deflagração de uma paralisação nacional. O movimento é motivado pelo aumento dos custos de operação provocado pela alta no preço do diesel e pelo descumprimento do piso mínimo do frete.

Assembleia prévia já aprovou indicativo de parada

Na segunda-feira (16), uma assembleia com participação da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam) e de outras cooperativas aprovou o início do movimento. “A categoria, a maioria que lá estava, decidiu cruzar os braços”, afirmou Wallace Landim, o Chorão, presidente da Abrava.

Landim sustenta que o repasse do aumento do combustível não está sendo aplicado ao frete, obrigando o caminhoneiro autônomo a arcar com o custo extra. Ele defende que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aplique sanções severas às transportadoras que desrespeitam a tabela, como bloqueio eletrônico ou perda de registro.

Escalada do diesel pressiona categoria

Os preços do diesel dispararam após o conflito entre Estados Unidos e Irã, que provocou o fechamento do Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de 20% do petróleo bruto mundial. Representantes de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Goiás já sinalizaram apoio à greve, segundo a Abrava.

Entidades divergem sobre apoio imediato

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) enviou ofício à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) pedindo investigação de suposta especulação no preço do diesel. Na terça-feira (17), a entidade divulgou nota de apoio à paralisação, mas recuou poucas horas depois, informando que aguardará a decisão do encontro em Santos.

Também na terça, o presidente da Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas em Geral do Estado de São Paulo (Fetrabens), Everaldo de Azevedo Bastos, divulgou comunicado em que relata o agravamento de problemas estruturais da categoria após o reajuste do combustível, apesar de não mencionar adesão à greve.

Governo promete fiscalização mais dura

Para tentar evitar a paralisação, o ministro dos Transportes, Renan Filho, e o diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, anunciam ainda hoje um pacote de medidas de reforço à fiscalização do piso mínimo do frete. Segundo o ministro, empresas que insistirem em descumprir a tabela “serão efetivamente responsabilizadas”.

Na semana passada, o governo federal já havia zerado PIS e Cofins sobre o diesel e solicitado aos governadores a redução do ICMS para conter a escalada de preços nas bombas.

A decisão final sobre a possível greve deve ser divulgada pelas lideranças após o término da reunião em Santos.

Com informações de Gazeta do Povo