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Direita usa escândalo do Banco Master para tentar maioria no Senado e pressionar STF em 2026

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Brasília — O avanço das investigações sobre o Banco Master tornou-se munição central da direita nas articulações para as eleições de 2026. Lideranças ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) calculam que o escândalo pode impulsionar candidaturas dispostas a conquistar pelo menos 41 das 81 cadeiras do Senado, número que garante maioria absoluta e abre caminho para pautas como processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Escândalo vira bandeira eleitoral

As apurações da Polícia Federal apontam suspeitas de fraudes financeiras e ligações do banqueiro Daniel Vorcaro com autoridades públicas. Parlamentares do Partido Liberal (PL) e do Partido Novo passaram a citar o caso em discursos para sustentar críticas ao STF e defender maior controle do Judiciário pelo Senado. “Todos nós somos favoráveis ao impeachment de qualquer ministro que descumpra a lei. Isso só não acontece hoje porque ainda não temos a maioria”, disse o senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato à Presidência pelo PL.

Candidaturas sob supervisão de Bolsonaro

Aliados afirmam que Bolsonaro centraliza a escolha dos nomes que disputarão o Senado. Entre os já definidos estão a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a deputada Bia Kicis, que concorrerão pelo Distrito Federal; o vereador Carlos Bolsonaro e a deputada Carol de Toni, em Santa Catarina; além do deputado Sanderson, no Rio Grande do Sul, e do deputado Marcos Pollon, no Mato Grosso do Sul. “No Senado tem que ser gente fiel a ele”, reforçou Sanderson.

Pesquisa aponta apoio popular

Levantamento Genial Quaest, realizado de 6 a 9 de março com 2.004 eleitores, mostra que 66% dos brasileiros consideram importante eleger senadores dispostos a analisar pedidos de impeachment de ministros do STF; 22% discordam. O apoio ultrapassa 80% entre eleitores de direita e chega a 54% entre lulistas. A pesquisa, registrada no TSE sob o código BR-05809/2026, indica ainda que 72% veem o STF com “poder demais”.

Especialistas veem Senado como peça-chave

Para o cientista político Magno Karl, do grupo Livres, concentrar forças no Senado é a forma institucional encontrada pela direita para enfrentar o que chama de “excesso de poder judicial”. Já Elias Tavares, analista político, lembra que a eleição para senador é fortemente regional, mas avalia que casos como o do Banco Master reforçam o discurso de controle sobre o STF. Segundo ele, mesmo sem confronto direto, uma eventual maioria pode influenciar sabatinas, indicações e processos contra magistrados.

Com o calendário eleitoral em contagem regressiva, líderes do PL apostam que o caso Master manterá o tema do impeachment de ministros no centro do debate público e servirá de combustível para ampliar a bancada conservadora na Casa responsável por julgar os integrantes do Supremo.

Com informações de Gazeta do Povo