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Fiéis mantêm cultos com água até os tornozelos em igreja alagada na cidade da Beira

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Mesmo com a igreja tomada pela enchente, cristãos continuam a se reunir para adorar a Deus na cidade da Beira, região centro-leste de Moçambique. A cena foi registrada em vídeo pelo pastor e missionário moçambicano Gabriel José, responsável por acompanhar o trabalho de mais de 17 congregações no país.

Água dentro do templo

No registro, o líder religioso aparece na porta de madeira do templo, já com a água na altura dos tornozelos. “As condições são essas, meus irmãos. Estamos entrando agora no templo e é desse jeito, orem por nós”, relata o pastor enquanto mostra o interior alagado.

Apesar da inundação, os cultos não foram suspensos. “Deus está no controle, mesmo em meio a tantas dificuldades. Muita água, mas o povo está aqui adorando ao Senhor”, afirmou Gabriel José.

Chuvas afetam cultos e ações sociais

Segundo o missionário, o período de chuvas intensas tem dificultado não só as reuniões de adoração, mas também projetos sociais mantidos pelas igrejas. “Às vezes, até para alimentar nossas crianças fica complicado. Paramos de fornecer refeições em várias bases porque não temos um local adequado para acolhê-las”, explicou.

Ainda assim, homens, mulheres e crianças insistem em se reunir. A perseverança viralizou nas redes sociais, onde internautas classificaram o grupo como “verdadeiros adoradores” e pediram orações pelos moçambicanos.

Cenário nacional de enchentes

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), as chuvas torrenciais que atingem Moçambique desde janeiro resultaram em uma das piores inundações do século no país. O balanço aponta mais de 120 mortos, cerca de 800 mil pessoas afetadas e dezenas de milhares ainda sendo resgatadas enquanto as águas avançam.

Somente nas enchentes mais recentes, aproximadamente 392 mil pessoas foram deslocadas. A crise se soma ao conflito no norte do país, responsável pelo deslocamento de mais de 300 mil pessoas apenas no último trimestre de 2025, segundo o representante da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Xavier Creach.

Apesar do cenário adverso, as congregações ligadas ao pastor Gabriel José mantêm os encontros, reforçando pedidos de oração e apoio para continuar atendendo a comunidade.

Com informações de Guiame