Washington, 16 de março de 2026 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (16), em coletiva na Casa Branca, que acredita ter “a honra de tomar Cuba”, reiterando críticas ao governo comunista de Havana.
Ao falar com repórteres, o republicano disse acompanhar “há décadas” o debate sobre as relações entre Washington e a ilha e sugeriu que sua administração pode exercer papel decisivo no futuro cubano. “Eu acredito que terei a honra de tomar Cuba. É uma grande honra. Tomar Cuba de alguma forma. Libertá-la. Acho que posso fazer o que quiser com ela, para dizer a verdade”, afirmou.
Trump classificou Cuba como “muito enfraquecida” após anos de crise econômica e descreveu a liderança do país como “muito violenta”. Segundo ele, o desgaste atual abre espaço para mudanças na relação bilateral, ressaltando que a nação caribenha possui potencial turístico e econômico.
Apagões e crise energética
Autoridades cubanas confirmaram nesta semana o sexto apagão nacional em aproximadamente um ano e meio. Especialistas atribuem as interrupções a falhas em usinas termoelétricas antigas e à escassez de combustível, agravada por restrições no fornecimento de petróleo.
Possível queda do regime
Nas últimas semanas, Trump vem sustentando que o regime cubano pode enfrentar uma queda em breve, citando a deterioração econômica e o aumento das dificuldades internas. Washington considera que a combinação de problemas energéticos e falta de insumos intensifica a instabilidade na ilha.
Diálogo em meio às tensões
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, confirmou recentemente que representantes de Havana mantêm conversas com autoridades norte-americanas para resolver diferenças por meio do diálogo. Trump reconheceu a possibilidade de negociações, mas manteve o tom contundente contra o governo da ilha.
Até o momento, não houve anúncio oficial de medidas concretas por parte da Casa Branca sobre o futuro das relações com Cuba.
Com informações de Gazeta do Povo