Washington (13/03/2026) – O governo dos Estados Unidos bloqueou o emprego da plataforma de inteligência artificial Claude, desenvolvida pela Anthropic, em todas as agências federais depois de um desacordo contratual com o Departamento de Guerra. A decisão ocorre em meio ao esforço de modernização das Forças Armadas e evidencia a dependência do Pentágono de fornecedores privados de tecnologia.
Motivo do conflito
O Departamento de Guerra insistia em utilizar o sistema sem qualquer restrição, desde que dentro da legislação norte-americana. A Anthropic, por sua vez, exigia cláusulas que impedissem a aplicação da IA em vigilância em massa ou em armas autônomas capazes de atacar sem comando humano direto. A falta de consenso levou ao cancelamento dos contratos.
Classificação de risco
Após o rompimento, o governo Trump enquadrou a Anthropic como “risco para a cadeia de suprimentos de segurança nacional”. Esse status, geralmente reservado a empresas estrangeiras consideradas ameaças, proíbe demais fornecedores de defesa de firmar negócios com a companhia sem autorização prévia, medida que pode gerar prejuízos bilionários.
Uso militar da IA
Ferramentas de inteligência artificial já deixaram de ser meros auxiliares e ocupam posição central na estratégia militar dos EUA. Modelos como o Claude vêm sendo empregados para análise de dados de inteligência, planejamento de operações, simulações de combate e proteção cibernética. Segundo fontes oficiais, a tecnologia foi usada recentemente em missões na Venezuela e no Irã.
Substitutos em negociação
Para cobrir a lacuna, o Pentágono abriu diálogo com outras empresas. A OpenAI, criadora do ChatGPT, assinou acordo para fornecer seus modelos ao sistema de defesa. A xAI, do empresário Elon Musk, também aparece entre as possíveis fornecedoras.
Riscos da troca de fornecedor
Especialistas apontam que migrar sistemas complexos pode ser demorado, afetando a agilidade operacional. Há receio de fragmentação tecnológica e aumento da dependência de poucos parceiros. Uma desaceleração na adoção de IA poderia reduzir a vantagem estratégica dos EUA diante de concorrentes como China e Rússia.
O governo não divulgou prazo para a normalização completa dos sistemas de inteligência artificial nas Forças Armadas.
Com informações de Gazeta do Povo