O Ministério da Justiça informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que já encaminhou ao Ministério das Relações Exteriores os documentos complementares necessários para formalizar o pedido de extradição de Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal (IVL).
A manifestação consta de ofício datado de 13 de março de 2026 e foi enviada após Moraes cobrar celeridade do governo federal no processo. Rocha foi condenado pela Primeira Turma do STF a 7 anos e 6 meses de prisão por participação na elaboração e divulgação de relatórios considerados fraudulentos sobre as urnas eletrônicas usadas nas eleições de 2022.
De acordo com a Corte, os documentos produzidos a pedido do Partido Liberal (PL) foram utilizados numa ação apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para questionar o resultado do pleito. A investigação aponta que o engenheiro deixou o Brasil em setembro de 2025 e, três meses depois, a Polícia Federal não conseguiu localizá-lo para cumprir um mandado de prisão domiciliar expedido pelo próprio STF.
Rocha é considerado foragido, e há indícios de que esteja no Reino Unido. Questionado, o Itamaraty limitou-se a dizer que a tramitação de pedidos de extradição na esfera da cooperação jurídica internacional é atribuição do Ministério da Justiça, sem confirmar o recebimento dos papéis ou eventual envio às autoridades britânicas.
Com o despacho, o governo aguarda agora o retorno do Ministério das Relações Exteriores para dar sequência ao trâmite com o país onde o empresário possa estar.
Com informações de Gazeta do Povo