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Caminhoneiros se dividem e articulam protestos regionais contra diesel a R$ 8

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Brasília, 13 de março de 2026 – Entidades de caminhoneiros autônomos discutem paralisações pontuais em resposta à escalada do preço do diesel, impulsionada pela guerra no Oriente Médio. O movimento, contudo, não é unânime e expõe divergências dentro da categoria.

Salvador pode parar por 24 h

O principal foco de mobilização está na área do porto de Salvador. Ali, um grupo apoiado pela Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANTB) ameaça suspender as atividades por 24 horas, prazo que pode ser prorrogado se as reivindicações não forem atendidas. Além do valor do combustível, motoristas protestam contra nova regra de triagem que adicionará cerca de 15 km ao percurso dos contêineres, aumentando o tempo de espera para descarga.

“Os caminhoneiros não aguentam mais”, afirmou o presidente da ANTB, José Roberto Stringasci, ao Estadão.

Pautas: de frete mínimo a pedágio

Entre as demandas listadas pela associação estão:

  • Definição do Supremo Tribunal Federal sobre o piso mínimo do frete;
  • Revisão da política de preços da Petrobras;
  • Fim da cobrança de pedágio para eixo suspenso quando o caminhão está vazio;
  • Providências do governo federal diante do diesel já acima de R$ 8 por litro em algumas regiões.

Medidas do governo

Nesta quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou isenção de PIS e Cofins sobre o diesel, cobrou dos governadores a redução do ICMS e instituiu subvenção a produtores, além de imposto de 12% sobre as exportações do combustível.

Associações rejeitam greve nacional

Outras entidades descartam paralisação em âmbito nacional. Para a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), uma greve ampla agravaria a situação econômica e poderia provocar desabastecimento. “A categoria busca soluções junto ao governo”, declarou o presidente da Abrava, Wallace Landim, o Chorão.

Posição semelhante foi divulgada pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos de Cargas (Conftac), que classificou rumores de greve como especulação e defendeu o diálogo para preservar a estabilidade no transporte.

Discussão em Santos na próxima semana

No Porto de Santos, representantes marcaram reunião para segunda-feira (16) a fim de avaliar os impactos do diesel mais caro e definir possíveis ações. Conforme o Sindicam-Santos, manifestações só ocorrerão em última instância.

Por enquanto, a categoria segue dividida entre atos localizados e a defesa da negociação direta com o governo para conter o avanço dos preços.

Com informações de Gazeta do Povo