O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) anunciou nesta quinta-feira, 12 de março, a abertura de uma investigação formal contra o Brasil e várias outras economias por possíveis práticas comerciais desleais relacionadas ao uso de trabalho forçado.
Segundo o representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, o objetivo é apurar se “atos, políticas e práticas” dos países investigados favorecem a produção com mão de obra forçada, proporcionando vantagem de custo artificial e prejudicando trabalhadores e empresas dos Estados Unidos.
A apuração foi instaurada com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, de 1974, mecanismo que permite a Washington examinar e, se necessário, adotar contramedidas diante de práticas consideradas injustas por parceiros estrangeiros.
O USTR informou que já iniciou consultas com os governos envolvidos. Uma audiência pública sobre o tema está marcada para 28 de abril, e interessados devem encaminhar comentários por escrito, bem como pedidos para participar da sessão acompanhados de resumo do depoimento, até 15 de abril de 2026.
“Essas investigações determinarão se os governos estrangeiros adotaram medidas suficientes para proibir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado e de que maneira a falha em eliminar essas práticas afeta os trabalhadores e as empresas americanas”, declarou Greer.
Não foram divulgados prazos para a conclusão dos trabalhos nem eventuais sanções que possam vir a ser aplicadas.
Com informações de Gazeta do Povo