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STF manda PF apreender equipamentos de jornalista que noticiou uso de veículo oficial por Flávio Dino

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Brasília – Policiais federais cumpriram na terça-feira, 10 de março, mandado de busca e apreensão na residência do jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida, conhecido como Luís Pablo. A ordem partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e resultou na retirada de computadores e celulares usados no trabalho do comunicador.

Investigação por perseguição

De acordo com o STF, o procedimento apura possível crime de stalking contra o ministro Flávio Dino. A Corte informou que o inquérito foi solicitado pela Polícia Federal em 23 de dezembro de 2025, inicialmente distribuído ao ministro Cristiano Zanin e, em fevereiro, redistribuído a Moraes. Ainda segundo nota oficial, o caso não está vinculado ao Inquérito 4.781, conhecido como “das fake news”.

No despacho que corre em sigilo, Moraes aponta suspeita de que o jornalista teria obtido e divulgado dados sobre a rotina de segurança de Dino, incluindo placas de veículos, quantidade e nomes de agentes que fazem a escolta do ministro.

Reportagem sobre veículo do TJ-MA

Em novembro, Luís Pablo publicou matéria relatando que Dino utilizava uma Toyota SW4 blindada do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), bancada pelo Fundo Especial de Segurança dos Magistrados (Funseg-JE). O texto diz que parentes do ministro teriam acesso ao carro e que abastecimentos seriam pagos com recursos do Judiciário estadual. O blogueiro manteve a publicação no ar e, em março, divulgou complemento informando que o STF formalizou pedido ao TJ-MA para disponibilizar veículo ao magistrado.

Reações de jornalista e OAB

Em nota, Luís Pablo declarou aguardar acesso integral aos autos para compreender os fundamentos da decisão e reafirmou “compromisso com o exercício responsável do jornalismo”. A seccional maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil manifestou preocupação, lembrando que a Constituição protege a liberdade de imprensa e o sigilo de fonte, e pediu cautela no uso de buscas e apreensões contra profissionais de comunicação.

A Polícia Federal não comentou a operação. O processo segue sob sigilo no Supremo.

Com informações de Gazeta do Povo