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Escândalo do Banco Master amplia desconfiança no STF, indicam Datafolha e Quaest

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Brasília — Pesquisas divulgadas nesta quinta-feira (12) pelos institutos Datafolha e Quaest mostram que a confiança dos brasileiros no Supremo Tribunal Federal (STF) encolheu após a revelação de supostas ligações de ministros da Corte com o Banco Master. Os levantamentos mediram a percepção popular entre o fim de 2025 e o início de março de 2026.

Quaest: quase metade não confia

Segundo a Quaest, 49% dos entrevistados disseram não confiar no STF, ante 47% em agosto de 2025. A confiança caiu de 50% para 43% no mesmo período, enquanto 8% não souberam ou preferiram não responder (eram 3%). O instituto ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios de 6 a 9 de março, com margem de erro de dois pontos percentuais e registro BR-5809/2026 no TSE.

Datafolha: deterioração contínua

O Datafolha apurou tendência semelhante. O índice dos que não confiam na Corte subiu para 43% (eram 38% em 2024). Outros 38% confiam “um pouco” (35% em 2024) e 16% confiam “muito” (24% no ano anterior). A sondagem entrevistou 2.004 pessoas em 137 municípios entre 3 e 5 de março, com margem de erro de dois pontos e registro BR-3715/2026.

Instituição mais afetada pelo caso Master

Questionados pela Quaest sobre qual órgão foi mais impactado pelo escândalo do Banco Master, 13% apontaram o STF. Em seguida aparecem o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (11%), o governo Lula (10%), o Banco Central (5%) e o Congresso Nacional (3%). Para 40%, todas essas instituições foram abaladas; 17% não souberam responder e 1% considerou que nenhum desses órgãos foi afetado.

Percepção de excesso de poder

A mesma pesquisa Quaest indicou que 72% veem “poder demais” nas mãos dos ministros do Supremo; 18% discordam, 2% nem concordam nem discordam e 8% não opinaram.

Conflitos de interesse preocupam

No Datafolha, 79% discordam que um ministro julgue processos de clientes de parentes; 16% concordam, 1% é neutro e 3% não sabem. Já 78% discordam que ministros possam ser sócios de empresas enquanto exercem o cargo, contra 17% que concordam; 2% não têm posição e 3% não responderam.

As polêmicas envolvem, entre outros pontos, a contratação do escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes pelo Banco Master e a participação societária do ministro Dias Toffoli em empreendimento ligado a pessoas próximas ao banqueiro Daniel Vorcaro, preso na operação Compliance Zero.

As revelações impulsionaram o debate sobre transparência e ética no STF e coincidem com a iniciativa do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, de discutir um código de conduta para os magistrados.

Com informações de Gazeta do Povo