São Paulo – O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou nesta terça-feira (10/03/2026) que firmou acordo com seus principais credores e deu início a um processo de recuperação extrajudicial envolvendo cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas.
De acordo com fato relevante encaminhado ao mercado, o plano engloba obrigações financeiras sem garantia que não fazem parte das operações correntes da companhia. Ficam de fora compromissos com fornecedores, parceiros, clientes e despesas trabalhistas.
O documento destaca que 46% dos credores abrangidos pela proposta — o equivalente a aproximadamente R$ 2,1 bilhões — já aderiram à negociação, superando o mínimo legal de 33,3% exigido para a tramitação da recuperação extrajudicial.
Com a adesão inicial, o GPA terá um período de 90 dias em que as obrigações junto aos credores afetados ficam suspensas, criando, segundo a empresa, “um ambiente seguro e estável” para avançar nas tratativas e estruturar uma solução financeira mais ampla.
A companhia afirma que busca apoio da maioria dos credores para equacionar a necessidade de liquidez no curto prazo e assegurar a sustentabilidade financeira no longo prazo. O plano faz parte da estratégia de reforço do balanço e de aprimoramento do perfil de endividamento.
Operação de lojas permanece inalterada
O GPA garantiu que a recuperação extrajudicial não interfere no funcionamento das lojas nem nas relações comerciais, visto que fornecedores e parceiros não estão incluídos no processo.
O anúncio ocorre após o grupo registrar prejuízo líquido de R$ 572 milhões no quarto trimestre de 2025. Em teleconferência com investidores, o presidente Alexandre Santoro observou que entre 20% e 25% das unidades operam abaixo do potencial previsto no plano de negócios.
Além da rede Pão de Açúcar, o grupo controla as bandeiras Extra Mercado, Mini Extra, Minuto Pão de Açúcar e Pão de Açúcar Fresh, mantém marcas próprias como Qualitá e opera o programa de fidelidade Stix.
Com informações de Gazeta do Povo