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EUA acusam Irã de usar escolas e hospitais como base de mísseis e advertem Rússia sobre envolvimento

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WASHINGTON (10.mar.2026) — No 11º dia da guerra contra o Irã, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, previu que esta terça-feira será “o dia mais intenso de bombardeios” desde o início do conflito. Em coletiva no Pentágono, o chefe do Departamento de Defesa afirmou que o regime dos aiatolás encontra-se “cada vez mais fraco militarmente” e que, pela primeira vez, disparou “o menor número de mísseis” contra forças norte-americanas.

Hegseth declarou que as operações prosseguirão até que “o inimigo seja total e decisivamente derrotado”, ressaltando que a decisão final sobre o término da ofensiva caberá ao presidente Donald Trump.

Acusações de uso de áreas civis

Segundo o secretário, militares iranianos estariam lançando projéteis a partir de zonas civis, incluindo escolas e hospitais. “Eles disparam deliberadamente desses locais, mirando inocentes”, disse. Até agora, o Pentágono não apresentou provas públicas das alegações, embora o Comando Central dos EUA tenha registrado disparos de munições a partir de regiões civis no Irã.

Recado a Moscou

Hegseth também enviou um alerta à Rússia, considerada aliada de Teerã. Questionado sobre a conversa telefônica entre Trump e Vladimir Putin ocorrida na véspera, o secretário descreveu o contato como um “apelo enérgico” para o fim da guerra na Ucrânia, mas advertiu que Moscou “não deve se envolver” no atual conflito no Oriente Médio.

Na segunda-feira (9), o presidente russo manifestou apoio à escolha de Mojtaba Khamenei como sucessor de Ali Khamenei na liderança iraniana, reiterando que a Rússia continuará sendo “um parceiro confiável” de Teerã. O assessor do Kremlin Yuri Ushakov informou que Putin apresentou propostas para um acordo político-diplomático no Irã; a conversa, primeira entre os dois líderes desde dezembro de 2025, durou cerca de uma hora.

Após o telefonema, Trump declarou em Miami que Putin poderia “ajudar mais” no Oriente Médio se encerrasse a invasão da Ucrânia, classificando a discussão como “muito boa” e “construtiva”.

Com informações de Gazeta do Povo