Canberra, 9.mar.2026 – O governo australiano autorizou a entrada de cinco atletas da seleção feminina de futebol do Irã sob visto humanitário. As jogadoras solicitaram proteção ao chegarem ao país para disputar a Copa da Ásia Feminina e receberam aval oficial horas depois de um apelo público do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
De acordo com o ministro do Interior, Tony Burke, os pedidos foram aprovados na madrugada de segunda-feira (8). “Assinei as autorizações e meu departamento concluiu o processo há poucas horas”, informou o ministro a jornalistas nesta terça (9).
Após a decisão, as cinco atletas foram retiradas do hotel onde a delegação está hospedada e conduzidas a um local mantido em sigilo, sob escolta da Polícia Federal Australiana. As demais integrantes permanecem na acomodação oficial, mas Burke ressaltou que “a mesma oportunidade está disponível para quem desejar solicitar proteção”.
A polêmica começou quando parte do elenco permaneceu em silêncio durante a execução do hino iraniano na estreia do torneio. O gesto levou autoridades de Teerã a rotularem as jogadoras como “traidoras”, segundo relatos da imprensa internacional.
Pressão de Washington
Pelo Truth Social, Donald Trump afirmou que seria “um terrível erro humanitário” obrigar o retorno das atletas ao Irã e pediu ao primeiro-ministro Anthony Albanese que concedesse asilo. Em nova publicação, o presidente norte-americano disse ter conversado com Albanese, comemorou a liberação dos vistos e acrescentou que o restante da equipe “está a caminho”.
Entidades de direitos humanos e o sindicato de jogadores FIFPRO Ásia/Oceania exigiram garantias de segurança às esportistas, já que algumas demonstram receio de represálias contra familiares que permanecem no Irã.
A seleção feminina iraniana segue em solo australiano para a continuidade da competição continental, enquanto avalia eventuais novos pedidos de refúgio.
Com informações de Gazeta do Povo