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Trump declara que regime cubano está “nos últimos momentos” em encontro com líderes latino-americanos

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MIAMI (EUA) – 07/03/2026. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado que “Cuba vive seus últimos momentos”. A declaração foi feita durante o evento Escudo da América, na cidade de Miami, onde o governo norte-americano reuniu chefes de Estado latino-americanos para lançar uma coalizão destinada a combater cartéis de drogas no continente.

Ao lado de presidentes de Argentina, El Salvador, Chile e de outros países governados por lideranças de direita, Trump comemorou o que classificou como “grande vitória” na Venezuela e disse que, após o recente desfecho do conflito com o Irã, a Casa Branca voltará suas atenções a Havana “nos próximos dias”.

“Eles estão no fundo do poço: sem dinheiro, sem petróleo e com uma filosofia ruim”, declarou o republicano, acrescentando que representantes cubanos já estariam negociando com o senador Marco Rubio. “Há 50 anos ouço falar de Cuba, mas o país está nos últimos momentos e terá uma nova vida.”

Crise em Cuba

Desde a queda do regime de Nicolás Maduro, na Venezuela, o governo cubano enfrenta severos problemas de abastecimento. O embargo ao petróleo imposto por Washington, somado ao fim do fornecimento mexicano após pressão dos EUA, agravou a escassez de bens de consumo, provocando instabilidade econômica e incentivando o êxodo de cidadãos da ilha.

Foco nos cartéis

Trump também prometeu intensificar a cooperação militar e policial com os países presentes para erradicar organizações criminosas. “Eles ameaçam suas forças policiais. Nossas tropas já atuam contra isso, mas vamos aprofundar e expandir”, disse. Segundo o presidente, a influência dos cartéis avança sobre o México, “próximo demais” do território norte-americano para ser ignorada.

Doutrina Donroe

O Escudo da América integra uma série de iniciativas reunidas sob a chamada “Doutrina Donroe”, interpretação do atual governo para a Doutrina Monroe do século XIX. O objetivo, de acordo com a Casa Branca, é reforçar a segurança dos Estados Unidos e conter a presença chinesa nas Américas por meio de intervenções diplomáticas, econômicas e, se necessário, militares nos países do hemisfério ocidental.

Encerrando o encontro, Trump reiterou que o governo norte-americano seguirá “ao lado de nações amigas” para enfrentar cartéis e ditaduras na região.

Com informações de Gazeta do Povo