Washington (EUA) – O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) tornou públicos nesta quinta-feira (6) 15 documentos até então inéditos ligados à investigação sobre o financista Jeffrey Epstein, morto em 2019. Entre os papéis estão memorandos do FBI que registram quatro entrevistas, realizadas em 2019, com uma mulher da Carolina do Sul que acusa Epstein e o então empresário Donald Trump de abusos sexuais na década de 1980, quando ela teria entre 13 e 15 anos.
De acordo com o DoJ, os arquivos não haviam sido liberados em janeiro porque foram classificados equivocadamente como duplicados. Após revisão para proteger dados pessoais e imagens de conteúdo sexual, o material foi incluído no repositório público do órgão.
Detalhes das entrevistas
Os memorandos revelam que a mulher procurou o FBI pouco depois da prisão de Epstein, em julho de 2019. Nos depoimentos, ela afirmou ter sido apresentada a Trump por Epstein e levada a Nova York ou Nova Jersey, onde teriam ocorrido os supostos abusos. Os agentes não voltaram a contatá-la após as quatro entrevistas iniciais, e os documentos não mencionam qualquer acusação formal decorrente das declarações.
Reação da Casa Branca
Em nota, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que as denúncias contra o presidente Donald Trump “são totalmente infundadas e carecem de qualquer evidência crível”. Segundo ela, o Departamento de Justiça — atualmente sob gestão do democrata Joe Biden — conhece as alegações há quatro anos e não apresentou queixa criminal porque “o presidente Trump não fez absolutamente nada de errado”. Até o momento, não há comprovação pública que sustente as acusações.
Jeffrey Epstein aguardava julgamento por tráfico sexual de menores quando foi encontrado morto na prisão de Manhattan em agosto de 2019.
Com informações de Gazeta do Povo