Os Estados Unidos atacaram, na quinta-feira (06/03/2026), um navio iraniano descrito como “porta-drones” e com dimensões semelhantes às de um porta-aviões da Segunda Guerra Mundial, segundo o comandante do Comando Central (Centcom), almirante Brad Cooper.
Em coletiva de imprensa na sede do Centcom, em Tampa, Flórida, Cooper afirmou que a embarcação “está em chamas” após a ofensiva. O militar destacou ainda que o presidente Donald Trump havia citado pouco antes a destruição ou o afundamento de 24 navios iranianos.
De acordo com o almirante, a operação mais recente incluiu o lançamento de “dezenas de bombas penetrantes de 900 kg” por bombardeiros B-2 contra lançadores de mísseis balísticos enterrados em profundidade no território iraniano. Também foram atingidas instalações apontadas como o “equivalente iraniano ao Comando Espacial”, o que, segundo Cooper, reduz a capacidade de Teerã de ameaçar forças dos EUA.
Ao lado do comandante, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, declarou que o poder de fogo norte-americano contra o Irã “está longe de se esgotar” e prometeu um aumento “drástico” nos ataques. Dados mais recentes do Centcom indicam que cerca de 2 mil alvos iranianos já foram atingidos desde o início da campanha.
Durante a mesma coletiva, Trump disse acreditar que o Irã levará “dez anos” para se recuperar da destruição causada pelos bombardeios. O presidente listou o uso de bombardeiros B-52, drones kamikaze LUCAS, caças furtivos F-35 e B-2 na operação. Ele acrescentou que pretende participar da escolha do próximo chefe de Estado iraniano e classificou como “inaceitável” a possível indicação de Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo Ali Khamenei, para o cargo.
Com informações de Gazeta do Povo