A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, declarou nesta quinta-feira (26) que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está “absolutamente tranquilo” diante da quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telemático determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e aprovada também pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
Em nota, o advogado Guilherme Suguimori Santos reiterou que Lulinha “não teve nenhuma participação nas fraudes do INSS e não cometeu qualquer crime”. O defensor informou ter protocolado pedido de acesso à decisão de Mendonça e afirmou que toda a documentação solicitada será entregue voluntariamente à Corte.
Quebra de sigilo “dispensável”, diz defesa
Santos classificou a medida como “dispensável”, argumentando que “não é necessário coagir quem desde o início demonstrou interesse inequívoco em contribuir”. Segundo ele, Fábio Luís já havia manifestado disposição para prestar esclarecimentos e fornecer documentos, etapa considerada “inevitável para dissipar ilações e evitar politização” de seu nome.
Autorização no STF e tensão na CPMI
A decisão de Mendonça, assinada em janeiro, atendeu a pedido da Polícia Federal no inquérito que apura supostas fraudes previdenciárias. Horas antes da nota da defesa, a CPMI do INSS aprovou a mesma medida em votação simbólica, o que provocou confronto entre parlamentares. Durante a sessão, o deputado Luiz Lima (PL-RJ) levou um soco no rosto desferido pelo deputado Rogério Correia (PT-MG).
Integrantes da base governista acusam o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), de ter cometido irregularidades na contagem de votos dos requerimentos. Viana nega qualquer fraude.
Após tomar conhecimento das duas decisões, a defesa de Fábio Luís reiterou ao STF que “fornecerá voluntariamente” todos os documentos solicitados, mantendo, segundo o advogado, a postura de colaboração adotada desde o início das investigações.
Com informações de Gazeta do Povo