Home / Internacional / Moscou acusa Washington de provocar confronto com Cuba após morte de tripulantes de lancha

Moscou acusa Washington de provocar confronto com Cuba após morte de tripulantes de lancha

ocrente 1772110158
Spread the love

Moscou – O governo russo acusou nesta quinta-feira (26) os Estados Unidos de tentar “escalar a situação” e “desencadear um conflito” com Cuba, um dia depois de uma lancha de bandeira norte-americana ser interceptada em águas territoriais cubanas, resultando em quatro mortos.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, classificou o episódio como “provocação agressiva” em declaração à agência estatal Tass.

Lancha carregava armas e explosivos, diz Havana

Segundo o Ministério do Interior de Cuba, a embarcação, com dez ocupantes que vivem nos EUA, levava “fuzis de assalto, pistolas, coquetéis molotov, coletes à prova de balas, miras telescópicas e uniformes de camuflagem”. As autoridades cubanas afirmam que o grupo tinha “intenções terroristas”.

De acordo com a Guarda de Fronteira cubana, os tripulantes não obedeceram à ordem de parar e teriam disparado contra a patrulha, o que levou à reação que deixou quatro mortos e seis feridos.

Washington cobra esclarecimentos

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que o governo americano responderá “como for necessário” após reunir informações independentes sobre o incidente. A declaração foi feita durante cúpula da Comunidade do Caribe (Caricom), em São Cristóvão e Nevis.

Rubio ressaltou que, até o momento, os dados disponíveis vêm apenas das autoridades cubanas e que a administração Donald Trump busca verificar os fatos por outras vias.

Investigação na Flórida

O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, anunciou abertura de investigação estadual. “Não se pode confiar no regime cubano. Faremos todo o possível para que esses comunistas prestem contas”, afirmou em redes sociais.

Contexto de tensão

O incidente ocorre em meio a nova rodada de sanções econômicas dos EUA contra Havana, especialmente no setor energético, adotadas após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro. As medidas aprofundaram a crise na ilha caribenha.

Em maio de 2024, o presidente russo, Vladimir Putin, recebeu o líder cubano Miguel Díaz-Canel em Moscou, reafirmando a aliança entre os dois países.

Até o momento, não há confirmação independente sobre as circunstâncias do tiroteio no mar.

Com informações de Gazeta do Povo