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Em culto em SP, André Mendonça alerta fiéis contra “tentações financeiras” após assumir caso Banco Master

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São Paulo – Um dia após ser sorteado relator do inquérito que investiga o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro André Mendonça pregou na noite de terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, na capital paulista, e advertiu os fiéis sobre as “tentações do poder” e ofertas financeiras “irresistíveis”.

“Cobiça é risco moral”, diz ministro-pastor

No sermão, Mendonça comparou desafios enfrentados pela igreja às provações bíblicas vividas por Jesus Cristo. Segundo ele, o coração humano “deseja mais do que o necessário”, o que pode comprometer princípios e valores. Ele aconselhou a comunidade a não buscar holofotes ou benefícios pessoais, mas a manter “propósitos corretos” diante de pressões políticas e institucionais.

Conexão com a relatoria do caso Banco Master

O discurso ocorreu em meio à visibilidade gerada pela investigação do Banco Master. Mendonça assumiu a relatoria em 12 de fevereiro, depois que o ministro Dias Toffoli deixou o processo ao ter seu nome citado em mensagens encontradas no celular do dono do banco, Daniel Vorcaro. A Polícia Federal também identificou vínculos societários entre familiares de Toffoli e parentes do empresário.

Primeiras decisões no inquérito

Desde que passou a conduzir o caso, Mendonça reuniu-se com delegados da Polícia Federal para atualizar o andamento das apurações. Em uma das primeiras providências, determinou a retomada de perícias e depoimentos, revogando decisão anterior de Toffoli que mantinha celulares e computadores apreendidos lacrados na sede do STF.

Trajetória no Supremo

Indicado em 2021 pelo então presidente Jair Bolsonaro como o ministro “terrivelmente evangélico”, André Mendonça foi advogado-geral da União e ministro da Justiça antes de chegar ao STF. Na Corte, tem pautado votos em defesa de valores cristãos e manifestado apoio público a indicados com perfil religioso.

O culto em São Paulo reforçou o posicionamento do magistrado-pastor contra a influência de interesses econômicos e políticos na vida pública e religiosa.

Com informações de Gazeta do Povo