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Teerã reforça manobras e muda comando interno diante de ultimato de Trump

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O Irã intensificou nesta quarta-feira (25) seus preparativos para um possível confronto direto com os Estados Unidos, após novo aumento de tensão com o presidente Donald Trump. Exercícios militares no Golfo Pérsico e ajustes na cúpula de poder marcam a estratégia de Teerã para garantir a sobrevivência do regime caso a crise evolua para um conflito armado.

Manobras e compras de armamentos

Forças iranianas conduziram exercícios de grande escala no sul do país e no Golfo Pérsico, empregando mísseis, drones e tropas de elite. Paralelamente, o governo negocia a aquisição de milhares de sistemas de defesa aérea russos e mísseis supersônicos chineses, na tentativa de afastar a frota naval norte-americana da região.

Reorganização do comando

Embora o aiatolá Ali Khamenei continue como líder supremo, parte de seus poderes foi delegada a Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional. Larijani passou a conduzir as principais decisões com o apoio de um novo órgão, o Conselho de Defesa, criado especificamente para coordenar ações em tempos de guerra.

Condições impostas por Washington

Donald Trump estabeleceu um prazo de duas semanas para que Teerã cumpra três exigências consideradas inegociáveis por Washington: interromper o programa nuclear, cessar a fabricação de mísseis balísticos e parar o financiamento a grupos armados no Oriente Médio. Em troca, os EUA prometeram aliviar sanções econômicas.

Motivos da resistência iraniana

Autoridades iranianas afirmam que os programas nuclear e de mísseis funcionam como instrumentos de dissuasão. Abrir mão desses projetos, segundo o governo, significaria renunciar a décadas de investimento estratégico e deixar o país sem capacidade de defesa contra possíveis ataques futuros.

Risco de expansão do conflito

Analistas alertam que uma eventual ação militar norte-americana, caso resulte em baixas dos EUA, pode desencadear uma escalada regional. Teerã já sinalizou que retaliará aliados de Washington no Oriente Médio e posicionou lançadores de mísseis para atingir bases norte-americanas e alvos como Israel.

As movimentações ocorrem em meio a um cenário de ameaças mútuas e aumentam a possibilidade de um confronto aberto no Oriente Médio, caso as partes não cheguem a um acordo dentro do prazo estipulado pela Casa Branca.

Com informações de Gazeta do Povo