A Comissão Europeia apresentou nesta terça-feira, 20 de janeiro de 2026, uma proposta que transforma em obrigação legal a exclusão de fornecedores estrangeiros considerados de alto risco das redes de telecomunicações do bloco, medida que pode afetar diretamente as chinesas Huawei e ZTE.
Pelo texto, a própria Comissão, em parceria com os 27 Estados-membros, ficará responsável por identificar empresas ou países que representem ameaça à segurança. Uma vez inseridos nessa lista, os operadores de telefonia terão o prazo de três anos para remover equipamentos desses fornecedores de suas infraestruturas, inclusive das redes 5G.
Segundo a vice-presidente executiva da Comissão Europeia, Henna Virkkunen, ciberataques já não são apenas problemas técnicos, mas riscos estratégicos capazes de comprometer o funcionamento das democracias europeias. Virkkunen afirmou que a iniciativa busca fortalecer a soberania tecnológica do bloco e proteger cadeias de suprimentos consideradas críticas.
As restrições a empresas chinesas constam de recomendações de segurança divulgadas em 2023. Até o momento, menos da metade dos países da União Europeia adotou integralmente essas orientações, de acordo com Bruxelas.
A proposta integra um pacote mais amplo de revisão das normas de cibersegurança da UE e ainda precisa do aval dos governos nacionais e do Parlamento Europeu antes de entrar em vigor.
Com informações de Gazeta do Povo