No 14º dia de protestos contra a política econômica do governo iraniano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado, 10 de janeiro de 2026, que Washington “está pronto para ajudar” a população que, segundo ele, busca liberdade “como nunca antes”.
O pronunciamento foi feito na rede social Truth Social, em meio a atos que já se espalharam por dezenas de cidades iranianas e enfrentam repressão crescente das forças de segurança.
Em Bruxelas, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou que a União Europeia “apoia totalmente mulheres e homens iranianos que pedem liberdade”.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reforçou a posição da Casa Branca e escreveu que o governo americano “está ao lado do corajoso povo do Irã”, destacando que as manifestações desafiam a autoridade do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei.
Trump não apresentou medidas concretas, mas já havia alertado para uma possível intervenção caso a repressão avance. De acordo com a organização civil Iran Human Rights Governance (IHRNGO), ao menos 51 pessoas morreram desde o início dos atos, em 28 de dezembro.
O Exército iraniano reagiu às declarações dos EUA e garantiu que responderá “com firmeza” a qualquer plano externo que, segundo os militares, ameace a estabilidade da República Islâmica.
Relatos de violência nas ruas de Teerã
Manifestantes ouvidos pela CNN relataram que, entre quinta-feira (8) e sexta-feira (9), pessoas de todas as idades ocuparam as ruas da capital em número considerado inédito. Na noite seguinte, porém, forças de segurança armadas com fuzis iniciaram uma ação violenta. Segundo testemunhas, “muitas pessoas” morreram.
Em outro bairro, participantes socorreram um homem de aproximadamente 65 anos, que apresentava cerca de 40 balas de borracha nas pernas e um braço quebrado. Eles descreveram o atendimento hospitalar como “desorganizado” e relataram ter visto corpos empilhados dentro de uma unidade de saúde.
Apesar da repressão, manifestantes afirmaram que a dimensão dos atos é “sem precedentes” e classificaram as cenas como “belas e cheias de esperança”.
Com informações de Gazeta do Povo