Brasília, 1º jan. 2026 – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou na manhã desta quinta-feira (1º) o pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O requerimento foi protocolado na quarta-feira (31) — véspera da previsão de alta médica do ex-chefe do Executivo — com o argumento de que o cumprimento da pena em regime fechado poderia agravar seu estado de saúde. Bolsonaro está internado desde 24 de dezembro em um hospital particular.
Ao rejeitar a solicitação, Moraes afirmou que a defesa não apresentou fatos novos capazes de modificar a decisão anterior, de 19 de dezembro de 2025, que já havia negado o benefício. O magistrado destacou ainda que, segundo laudo dos próprios médicos do paciente, não houve piora no quadro clínico, mas “melhora dos desconfortos” após cirurgias eletivas recentes.
Com a decisão, o ex-presidente seguirá custodiado na Superintendência da Polícia Federal em Brasília assim que receber alta hospitalar.
Em coletiva concedida na quarta-feira, a equipe médica informou que três procedimentos de paralisação temporária do nervo frênico, responsável pelo diafragma, não conseguiram conter as crises de soluço de Bolsonaro. Os médicos relataram, ainda, diagnóstico de esofagite, prescrição de antidepressivos e necessidade de uso de máscara para amenizar a apneia do sono.
Com informações de Gazeta do Povo