Washington, 25 nov. 2025. O governo dos Estados Unidos estuda classificar o Cartel de Los Soles, ligado ao regime de Nicolás Maduro, como organização terrorista. A decisão, segundo fontes diplomáticas, poderia abrir caminho para uma operação militar na Venezuela.
O tema ganhou força após a visita de um general norte-americano ao Caribe, movimento que elevou o alerta em Caracas. Maduro, segundo interlocutores, teme um ataque que leve ao seu assassinato. A Alemanha, por sua vez, emitiu alerta de viagem para a Venezuela, citando riscos nas fronteiras com Brasil e Colômbia.
Ofensiva verbal em Caracas
No plano político, um ministro chavista chamou de “vagabundos” os presidentes que pretendem acompanhar a opositora María Corina Machado na cerimônia do Prêmio Nobel da Paz.
Novo impulso à agenda externa de Trump
Em Washington, o presidente Donald Trump ordenou que a Irmandade Muçulmana seja reconhecida como grupo terrorista. Também pressionou a Nigéria, que fechou acordo com os EUA para conter ataques contra cristãos. Trump confirmou ainda viagem à China em abril, após classificar como “excelente” a conversa telefônica mantida com Xi Jinping.
Brasil na mira de aliados de Trump
Durante entrevista ao ex-estrategista da Casa Branca Steve Bannon, o deputado federal Eduardo Bolsonaro pediu o endurecimento das sanções norte-americanas contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Paralelamente, o advogado de Trump criticou o senador Davi Alcolumbre por não pautar o pedido de impeachment de Moraes e alfinetou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Europa e Ásia reforçam defesa
Na Europa, o governo francês avalia reintroduzir o serviço militar obrigatório como resposta ao avanço da Rússia. Em Bruxelas, líderes europeus apresentaram contraproposta para tentar pôr fim à guerra na Ucrânia.
No Pacífico, o Japão anunciou a instalação de mísseis em uma ilha próxima a Taiwan. Pequim reagiu afirmando que Tóquio conduz a região ao “desastre”.
América do Sul em ebulição
Análises de mercado apontam guinada eleitoral à direita na região, impulsionada pela escalada da criminalidade e pela deterioração econômica. No Peru, o Executivo pediu ao Congresso 60 dias de poderes legislativos para combater o crime organizado. Na Colômbia, o governo de Gustavo Petro enfrenta denúncias de vínculos de autoridades com dissidências das Farc.
Com informações de Gazeta do Povo