São Paulo – A compra do Banco Master por R$ 3 bilhões pelo Grupo Fictor foi suspensa nesta terça-feira, 18 de novembro de 2025, poucas horas após a prisão do controlador da instituição, Daniel Vorcaro, e a decretação de liquidação extrajudicial pelo Banco Central.
Operação Compliance Zero
Vorcaro foi detido pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, quando se preparava para embarcar em um jato particular rumo a Dubai. A detenção integra a Operação Compliance Zero, que apura a emissão e venda de títulos de crédito falsos. Segundo a PF, o esquema teria criado “empréstimos fantasmas” negociados com outras instituições, gerando prejuízo estimado em até R$ 12,2 bilhões.
Intervenção do Banco Central
A liquidação extrajudicial foi determinada depois de indícios de administração desonesta e organização criminosa. Com a medida, o Banco Central assume a administração do Master, encerra as atividades e inicia o pagamento de credores enquanto investiga irregularidades.
Compra suspensa
O Grupo Fictor, que lidera um consórcio com investidores dos Emirados Árabes Unidos, informou em nota que o negócio já dependia de aval regulatório e que, diante dos acontecimentos, optou por suspender imediatamente a transação. A companhia declarou manter “compromisso com a transparência e a estabilidade do sistema financeiro” e colocou-se à disposição das autoridades.
Envolvimento do BRB
O Banco Regional de Brasília (BRB) aparece na investigação como comprador de parte dos títulos falsificados. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na sede da instituição, e a Justiça afastou o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, por 60 dias. O banco nega participação em irregularidades.
Os crimes apurados incluem administração desonesta, estelionato e formação de organização criminosa. As investigações prosseguem sob responsabilidade da Polícia Federal e do Banco Central.
Com informações de Gazeta do Povo