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Moro quer enquadrar facções como terrorismo e critica “romantização” de criminosos

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Brasília, 4 nov. 2025 – O senador Sergio Moro (União-PR) defendeu nesta terça-feira (4) que facções criminosas sejam classificadas como organizações terroristas. Para o ex-juiz, a mudança é necessária para pôr fim ao que chamou de “discurso do criminoso coitadinho”.

A proposta integra o Projeto de Lei Antiterrorismo que tramita na Câmara dos Deputados e será analisado hoje pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O texto pretende endurecer o combate ao crime organizado no país.

Moro afirmou que, historicamente, o Brasil adotou um tratamento brando em relação às facções. “Ficamos muito tempo com o discurso equivocado do criminoso vítima da sociedade, um certo romantismo sobre figuras de criminosos, e isso é ilusão”, declarou em entrevista ao portal UOL.

Pontos polêmicos

O senador elogiou a iniciativa de rotular facções como terroristas, mas criticou dispositivos que permitem redução de pena para integrantes sem antecedentes e que não ocupem posições de liderança. Segundo ele, o benefício reproduz o chamado “tráfico privilegiado” previsto na legislação de drogas e enfraquece a punição.

“Se a pessoa escolhe integrar uma organização criminosa, a pena precisa ser rigorosa. Por que conceder redução só porque é o primeiro processo?”, questionou.

Cobrança ao Executivo

Moro ressaltou que cabe ao Congresso aperfeiçoar as leis, mas atribuiu responsabilidade maior ao governo federal, que, segundo ele, tem forte influência na pauta legislativa. “Se o conflito for necessário, tem que ser realizado”, disse, ao defender ações concretas contra o crime organizado.

Lei recém-sancionada

O parlamentar lembrou ainda a sanção, na semana passada, de projeto de sua autoria que tipifica o planejamento de atentados contra agentes da lei. Para Moro, a nova lei representa avanço na proteção de policiais e magistrados diante do avanço das facções.

Ao final, o senador reforçou que minimizar a gravidade do crime organizado “é o caminho errado” e favorece o fortalecimento dos grupos criminosos.

Com informações de Gazeta do Povo