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Vídeo flagra traficante Sebastián Marset com líderes do PCC e ameaça “guerra” na fronteira

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Um vídeo divulgado nesta segunda-feira (3) pelo portal Metrópoles expôs o uruguaio Sebastián Marset, considerado um dos traficantes mais procurados do mundo, reunido com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.

Nas imagens, Marset segura um fuzil, está cercado por homens encapuzados e aparece diante de bandeiras que remetem à facção brasileira. O criminoso afirma estar “preparado para fazer guerra” contra rivais e forças de segurança na região de fronteira entre Bolívia e Brasil. “Posso estar hoje aqui, amanhã no Paraguai, outro dia na Bolívia, outro na Colômbia. Onde for, estamos preparados para a guerra”, diz.

De acordo com a apuração do Metrópoles, a gravação foi feita no fim de semana. Ao lado de Marset estariam três nomes considerados parte do alto comando das ruas do PCC: Patric Velinton Salomão, o “Forjado”; Pedro Luiz da Silva Soares, o “Chacal”; e Sérgio Luiz de Freitas Filho, o “Mijão”.

Aliança sob suspeita

A aparição pública reforça sinais de parceria entre o cartel de Marset e o PCC em rotas de tráfico que ligam Bolívia, Paraguai e Brasil. Em 24 de outubro, o chefe da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do Paraguai, Jalil Rachid, já havia alertado para a aproximação. Segundo ele, a união representa “um problema maior para a região”, pois o uruguaio buscaria expandir seus negócios com a estrutura da facção brasileira.

Marset está foragido desde julho de 2023, quando escapou de uma operação da polícia boliviana. O Departamento de Estado dos Estados Unidos oferece recompensa de até US$ 2 milhões por informações que levem à sua prisão ou condenação, acusando-o de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro por meio de instituições financeiras norte-americanas. O governo boliviano, por sua vez, mantém oferta de US$ 100 mil pela captura do narcotraficante.

O vídeo desta semana é apontado por investigadores como mais um indício de que Marset costuma surgir publicamente quando se sente pressionado ou incomodado por ações de segurança.

Com informações de Gazeta do Povo