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Chanceler argentino renuncia a quatro dias de eleição legislativa que põe governo Milei à prova

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O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Gerardo Werthein, entregou seu pedido de demissão na noite de terça-feira (21) e oficializou a saída nesta quarta-feira (22), na véspera de eleições legislativas consideradas decisivas para o governo do presidente Javier Milei.

Segundo o jornal argentino La Nación, Werthein deixou o cargo após desgastes com o estrategista político Santiago Caputo, um dos assessores mais próximos do presidente. A imprensa local já especulava a mudança, porém a expectativa era de que ela ocorresse somente após o pleito marcado para domingo (26).

Pressão após encontro com Trump

Fontes ouvidas pelo La Nación apontam também a pressão sofrida pelo chanceler depois da reunião entre Milei e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na ocasião, o norte-americano teria condicionado apoio financeiro à Argentina à vitória do partido governista La Libertad Avanza nas urnas.

Primeiro teste nacional de Milei

A votação de domingo será o primeiro grande teste eleitoral para Milei desde que assumiu a Casa Rosada, em dezembro de 2023. O presidente chega ao pleito destacando dois resultados econômicos:

  • Inflação anual desacelerada de 289,4% em abril de 2024 para 31,8% em setembro passado.
  • Superávit fiscal alcançado por meio de um programa de austeridade que reduziu gastos públicos e o tamanho do Estado.

Em 2025, o governo manteve a linha de cortes, vetando projetos aprovados pelo Congresso que aumentariam recursos para aposentadorias, universidades e saúde pediátrica. A combinação das medidas com a saída inesperada do chanceler deve repercutir nas urnas.

Reformulação ministerial

De acordo com o jornal Clarín, a exoneração de Werthein passa a valer oficialmente na segunda-feira (27), um dia depois da eleição. O presidente também avalia mudanças no Ministério da Justiça, hoje chefiado por Mariano Cúneo Libarona.

Para a chancelaria, a Casa Rosada considera nomear o atual secretário de Culto, Nahuel Sotelo, funcionário que responde diretamente a Santiago Caputo.

Até a posse de um substituto, a diplomacia argentina permanecerá sob comando interino.

Com informações de Gazeta do Povo