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Sedentarismo impõe R$ 290 milhões ao SUS por ano e revela falha na prevenção, diz artigo

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Um artigo assinado pela pesquisadora Paola Machado, publicado em 8 de outubro de 2025, afirma que o Brasil ainda prioriza o tratamento de doenças em vez da prevenção, o que resulta em gastos elevados e piora dos índices de saúde pública.

Custos globais e nacionais

A Organização Mundial da Saúde (OMS) projeta que a inatividade física representará um desembolso de US$ 300 bilhões aos sistemas de saúde entre 2020 e 2030. Já a revista The Lancet Global Health estima impacto anual de US$ 47,6 bilhões em despesas diretas no mundo.

No Brasil, dados da Câmara dos Deputados indicam que o Sistema Único de Saúde (SUS) gasta R$ 290 milhões por ano apenas com internações relacionadas a doenças crônicas não transmissíveis ligadas ao sedentarismo. Uma redução de 10% nesse índice poderia gerar economia de R$ 20 milhões anuais em tratamentos oncológicos.

Cenário de obesidade em alta

De acordo com The Lancet (2024), a obesidade superou a desnutrição como maior problema nutricional do planeta e já atinge 1 bilhão de pessoas, marca alcançada uma década antes do previsto. A autora destaca ainda que estudo publicado na Nature Communications em 2025 demonstra que hábitos dos pais influenciam a expressão genética dos filhos, perpetuando problemas metabólicos.

Exemplos internacionais

Entre as iniciativas citadas como referência, o texto menciona:

  • Singapura – O programa Healthier SG concede benefícios fiscais e recompensas financeiras a quem adota planos de prevenção e atividade física.
  • Noruega – O governo subsidia academias e incentiva empresas a promover hábitos saudáveis entre trabalhadores.
  • Zonas Azuis – Regiões como Okinawa (Japão), Nicoya (Costa Rica) e Icária (Grécia) registram alta longevidade graças a políticas locais que estimulam alimentação natural, movimento diário e fortes vínculos sociais.

Críticas à estrutura brasileira

Machado aponta que o Ministério da Saúde concentra esforços no tratamento em detrimento da educação preventiva, enquanto o Ministério do Esporte mantém foco em atletas de alto rendimento e a educação física escolar carece de estrutura. A ausência de políticas efetivas, segundo a autora, mantém o bem-estar como responsabilidade individual, apesar dos impactos coletivos.

Para a pesquisadora, sem mudanças estruturais, o país continuará arcando com altos custos públicos, profissionais de saúde sobrecarregados e crescimento de doenças relacionadas ao estilo de vida.

Com informações de Pleno.News