O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite desta quarta-feira, 17 de setembro de 2025, que o movimento Antifa passará a ser oficialmente reconhecido pelo governo norte-americano como organização terrorista.
A decisão foi divulgada em mensagem publicada na rede Truth Social pouco depois das 22h (horário de Washington). “Tenho o prazer em informar aos nossos muitos patriotas dos EUA que estou designando a Antifa, um desastre radical de esquerda, doente e perigoso, como uma grande organização terrorista”, escreveu o presidente.
Trump ainda acrescentou que solicitará “investigações sobre os financiadores” do grupo. “Eles serão investigados de acordo com os mais altos padrões legais e práticas”, afirmou, prometendo atuação coordenada com o Departamento de Justiça.
Assassinato de ativista conservador precipita anúncio
A medida ocorre dois dias após o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, fundador da Turning Point USA, durante um evento na Universidade do Vale de Utah. Testemunhas e amigos da vítima apontaram o autor dos disparos como um militante de esquerda.
Antes do anúncio oficial, o presidente já havia declarado estar “100% aberto” à possibilidade de enquadrar Antifa como organização terrorista e sugeriu que promotores federais poderiam usar acusações de associação criminosa contra integrantes do movimento.
Antifa acumula histórico de confrontos
Sem estrutura centralizada, a Antifa — sigla para “antifascista” — reúne grupos e ativistas radicais de esquerda e extrema-esquerda que se opõem a agendas conservadoras ou de centro-direita. Entre os episódios atribuídos a membros do movimento estão:
- Protestos em Portland, em 2020, marcados por incêndios e depredação de prédios públicos;
- Confrontos físicos em Charlottesville, em 2017;
- O ataque, em 2019, a um centro do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em Tacoma, Washington, quando um militante lançou coquetéis molotov e foi morto pela polícia;
- Depredações em universidades norte-americanas com o objetivo de impedir palestras de figuras conservadoras.
Até o momento, o Departamento de Justiça não divulgou detalhes sobre prazos ou procedimentos para a implementação da nova designação e para a investigação dos supostos financiadores do movimento.
Com informações de Gazeta do Povo